sexta-feira, 16 de março de 2012

PR promete complicar vida de Dilma e governo que não tem “diálogo” enquanto partido integrar oposição

PR promete complicar vida de Dilma e governo que não tem “diálogo” enquanto partido integrar oposição
Ainda ressentida com o governo, a bancada do PR do Senado não deve aceitar possíveis ofertas de cargos por parte do Planalto. O líder do partido no Senado, Blairo Maggi (MT) diz que a sigla já não quer negociar a ocupação de espaços no Executivo: “Nós não vamos discutir cargos neste momento”, disse o senador nesta quinta-feira. Ainda segundo ele, o governo não voltou a procurar os representantes do partido desde o anúncio do rompimento. Os sete parlamentares do PR no Senado saíram da base aliada com o governo nesta quarta. Eles querem que a legenda seja reconduzida ao Ministério dos Transportes, de onde o partido saiu quando Alfredo Nascimento foi demitido, em julho do ano passado.
Já o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou nesta quinta-feira (15) que o “diálogo” do governo com o PR só terá continuidade se os senadores do partido voltarem atrás na decisão integrar a oposição.
“Não dá para conversar dessa forma. [...] É necessário nesse momento que o PR faça uma reavaliação dessa posição para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo”, disse Braga.
Eduardo Braga afirmou que as conversas com o PR não podem ocorrer em meio a “ameaças” e “intimidação”. “Nós esperamos que o PR possa rever sua posição, se reposicionar, voltar ao diálogo e, com bases transparentes, claras, sem intimidação, sem ameaças, possamos construir um novo modo modus operandi entre o PR e o governo da presidenta Dilma”.
Apesar de ter anunciado a adoção de uma postura de oposição, o partido não vai se alinhar automaticamente com DEM e PSDB nas votações da Casa. Segundo Blairo, a mudança de atitude do PR será percebida mais nas comissões temáticas do que no plenário. A posição do PR será a de complicar a vida do governo em temas pontuais, sempre de forma orquestrada. As comissões são importantes porque lá se votam requerimentos de convocação de ministros, tema sensível ao governo, e porque são a instância onde há mais espaços para manobras protelatórias na avaliação de projetos.

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